É muito interessante, como algumas marcas realmente parecem ter vida, e nos transmitem sentimentos.
Na verdade, bem se sabe que este é o objetivo. A marca vende para o público a imagem da empresa. Bom... nem sempre!
Para que esta se torne uma imagem positiva, é básico que tenhamos em mente conceitos como: Marca, Identidade Corporativa e Identidade Visual.
"Mas não são a mesma coisa?"...
Já ouvi dizer que sim... Eu, afirmo que não!
Identidade, por definição "é o conjunto de caracteres próprios e exclusivos com os quais se podem diferenciar pessoas, animais, plantas e objetos inanimados uns dos outros, quer diante do conjunto das diversidades, quer ante seus semelhantes." (Origem: Wikipédia)
Vamos tentar entender em uma analogia com nós mesmos.
Nossa identidade nos diferencia uns dos outros, sendo o conjunto de nossas características que nos torna indivíduos únicos.
Se uma pessoa é mentirosa, preguiçosa, perversa ou desatenta, não adianta mudar o visual. Não há plástica ou roupas que componham um novo look, que possam alterar suas características de essência. Nem mesmo se mudar de nome! Nas empresas não é diferente. O conjunto de características que formam sua base, como seus princípios, crenças, manias, defeitos, qualidades, aspirações, sonhos, limitações.
E mesmo quando indivíduos ou empresas possuem características em comum, é a forma de combinação delas que faz de cada um único, especial, inigualável.
Identidade visual é o conjunto de elementos formais que representa visualmente, e de forma sistematizada, um nome, idéia, produto, empresa, instituição ou serviço. Esse conjunto de elementos costuma ter como base a marca, um símbolo visual e conjunto de cores.
E sabendo que a Marca é a arte principal da identidade visual. É uma representação gráfica que transparece ao seu público, suas características (boas) pelas quais querem ser lembradas.
Porém, não adianta ter uma imagem moderna, e ser em sua essência uma empresa conservadora.
Uma imagem limpa e tranquila, não pode representar uma empresa desorganizada e sem princípios.
então vem a resposta definitiva à pergunta inicial:
Toda a representação gráfica da identidade visual não é e nem ao menos faz parte da identidade corporativa. Ela é apenas uma manifestação física sobre como a empresa quer ser vista, e pode muito bem não ter relação ou concordância alguma com a essência da empresa.
Uma pessoa, pode (com propósito ou por engano) parecer algo que não é. O nome não é a pessoa. A forma de se vestir, também não é a pessoa. Nem mesmo seu cargo, ciclo de relações, cor dos olhos, o adesivo fixado em seu carro. Tido isso cria uma identidade visual que é o que esta pessoa quer que outros vejam sobre ela.
Encontrei dois exemplos simples de reposicionamento de marca que podemos usar como fonte de entendimento.
A marca da VARIG, mudou recentemente. O motivo foi a aquisição da empresa por um grupo, que desejava se posicionar como uma companhia mais moderna e acessível.
Para isso, descartaram parte dos símbolos de composição da marca, que traziam o luxo indesejado, no caso a rosa dos ventos e a caligrafia, compondo com o restante, o nome da empresa, uma logo mais sóbria e moderna. A família tipográfica foi alterada, ficando vazada e com as letras mais próximas, e finalizando com uma bandeira do brasil (meio desfigurada, acredito pela "modernidade" e simplicidade).
Antes









